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29 agosto 2006

A Culpa é da Genética!



Quisera eu ter azuis
Mas são assim, cor de melado.
Se o sol bater de frente,
Ficariam meio-verdes,
Mas também, meio fechados.


Quisera te-los azuis
E lábios de Angelina,
Cabelos lisos e brilhantes,
Pele sem manchas herdadas
De uma família de sardas.

Quisera pernas mais longas
E seios bem mais redondos
Do tipo tiro-ao-alvo,
Empinados, firmes, rosados.

A Genética, essa madrasta
Me deu estes trejeitos.
Tem alguns que me acham Linda
Até sem defeitos ainda.

São os olhos de cada qual
Mas nisso eu não me engano
Sei que a entropia pia
E os radicais estão livres.


(Na foto, uma colagem digital, uma brincadeira de faz-de-conta. faz de conta que sou essa daí, tá? E viva o Photoshop!))

28 agosto 2006

Há muito tempo...


Tenho esse bordado há muito tempo, nem lembro desde quando.
Comprei-o em uma lojinha de badulaques andinos, num shopping lá em São Léo. Acho que ela - a lojinha - nem existe mais. Ficava bem próxima daquela onde a minha amigona Berê vendia suas peças, juntamente com aquelas outras do grupo de artesãs da prefeitura.
Eu ia mandar fazer uma moldura, mas, prá variar, sempre me esqueço...e este paninho vive por aí, em qualquer lugar pela casa ou pelas casas que já morei. E já foram muitas moradas...em São Leopoldo, foram tres apartamentos. Em Itapetinga, duas casas e um apartamento. Em Vitória da Conquista, já estou na segunda casa...e acredito que não termine por aqui, ainda. Ainda terei de mudar mais vezes e começar de novo, de novo.

Mas o paninho bordado me acompanha, como se fosse algo amarrado, colado em mim. existem coisas que, por mínimas que sejam, a gente dá muito valor, mesmo sem colocá-las no seu devido "altar". Ainda não coloquei o paninho em sua moldura prometida, mas, a cada vez que remexo em minha tralhas, lé está ele, meio encardido, meio escondido entre os livros dentro das caixas de papelão. Ele está ali prá me lembrar de algo. E desconfio que o que ele quer me lembrar seja que ele está ali simplesmente porque deveria estar, como se fizesse parte de tudo isso, esses começos e recomeços, essas mudanças e novos paradeiros, esse entra-e-sai de minha vida, que chega a um ponto divisor de águas.

Esse paninho bordado me lembra do que eu fui antes de estar como estou hoje. Ainda bem.